Atualizado em 27/03/2026 às 12:12

ESG é uma sigla importada do inglês que virou sinônimo de inovação e visibilidade nos mercados financeiros europeus e norte-americanos. Mas será que ela tem a mesma força no mercado brasileiro? Entenda como o ESG está posicionado no Brasil e por que esse é um tema de interesse dos investidores na definição das melhores estratégias da empresa.
Environmental (Ambiental), Social (Social) e Governance (Governança) é o significado de ESG, no Brasil, também chamado de ASG, para traduzir justamente a primeira letra para a língua portuguesa.
Ela surgiu em 2004 com o documento Who Cares Wins, elaborado pelo Pacto Global em conjunto com o Banco Mundial, que instigou as principais instituições financeiras do mundo a colocar em prática as ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável).
A sigla ESG não é uma inovação ou evolução das questões sociais, ambientais e de transparência das empresas, mas sim uma forma como o mercado financeiro entende quais são as empresas de capital aberto que atuam com responsabilidade nestas áreas.
Para saber mais, consulte nosso artigo completo sobre ESG
Como o ESG está posicionado no Brasil
Visibilidade
No Brasil, o ESG vem ganhando cada vez mais visibilidade. Vemos isso desde o aumento do número de pesquisas em sites de busca até o aumento de cursos de formação na área, o que prova que cada vez mais pessoas estão interessadas e se aprofundando no assunto.

No gráfico acima, extraído do Google Trends, vemos que o termo ESG teve dois momentos de pico nas buscas do site: em 2004, quando foi lançado o documento Who Cares Wins, e a partir de 2019, quando a pandemia da COVID-19 impulsionou novamente os temas de responsabilidade empresarial.
Porém, conforme o estudo A evolução do ESG no Brasil, desenvolvido pelo Pacto Global e pela Stilingue, ainda podemos observar uma discrepância entre as discussões do mercado e a aplicação efetiva do ESG nas empresas.
O estudo aponta que, nas discussões online, a maior preocupação é com os temas ambientais, enquanto as implementações das ações nas empresas estão direcionadas aos aspectos sociais.

Fonte: A Evolução do ESG no Brasil
Aplicação prática
Outro estudo interessante para entendermos como o ESG está posicionado no Brasil é o “Retrato da sustentabilidade no mercado de capitais” da AMBIPA, que, mais uma vez, mostra que, mesmo com a temática avançando, ainda há um distanciamento entre a teoria e a prática.
A pesquisa envolveu 265 participantes, dos quais 86% atribuíram 7 a 10 (valor: 0 igual a irrelevante, 10 igual a relevante) à sustentabilidade, enquanto, na prática, apenas 18% das empresas têm o ESG totalmente implantado e 38% estão em processo de implantação.

Fonte: Retrato da sustentabilidade no mercado de capitais, ANBIPA
Vemos que ainda há um longo caminho a percorrer para a efetiva implementação do ESG nas empresas. O interesse no assunto ainda parte mais do âmbito teórico, mas um dos pontos positivos e geram expectativa de que mais empresas se alinharão aos princípios são importantes movimentos do mercado como:
-
- Consumidores que escolhem pagar mais caro por produtos sustentáveis.
-
- A entrada das gerações Z e Millenials no mercado de investimentos em busca de empresas mais compatíveis com os seus valores.
-
- Os acordos comerciais internacionais estão impulsionando o avanço das práticas ambientais, sociais e governamentais. Um exemplo é a proposta aprovada em países da Europa de não comprar commodities ligadas ao desmatamento, pressionando o agronegócio brasileiro a fazer mudanças mais efetivas.
ESG para investidores
Mesmo que o mercado ainda precise caminhar para a aplicação prática do ESG, vemos que a nova geração de investidores poderá impulsionar e incentivar a implementação de novas políticas e diretrizes nas empresas.
Os benefícios do investimento em empresas em fundos ESG são:
-
- A segurança a longo prazo, pois, adotando as práticas corretas, as empresas conseguem minimizar problemas futuros, como ações trabalhistas ou multas ambientais, reduzindo os riscos e aumentando a sua rentabilidade.
-
- Apoiar empresas alinhadas aos seus valores, incentivando o desenvolvimento delas.
-
- Estabelecer uma relação de confiança com empresas que possuem programas de transparência e mantêm bom relacionamento com os investidores.
Existem diferentes formatos de investimento em empresas dentro dos padrões ESG, como em renda fixa ou em fundos.
Um bom começo é consultar as empresas listadas dentro do Novo Mercado da B3, que define altos padrões de Governança para as empresas que querem integrar o grupo. E também o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da própria B3.
Porém, é importante ressaltar que os índices muitas vezes se baseiam nos compromissos das empresas, e não por suas ações efetivas; assim, acompanhar o histórico da companhia é primordial para escolher um investimento sustentável de forma assertiva.
Optar por empresas que, como a Orizon, oferecem soluções ambientais em seus serviços, além de manter o relacionamento com o investidor, disponibilizando relatórios de sustentabilidade, apresentação de produtos e resultados, também é uma excelente forma de garantir a idoneidade da organização em que você irá investir.
Conheça mais sobre a Orizon Valorização de Resíduos e sobre nossas soluções de gestão de resíduos e de crédito de carbono.
Leia também:
O que contempla o Environmental do ESG
ESG: o que contempla o “S” do ESG
ESG: o que contempla o “G” do ESG



