
Se a emergência climática é o resultado do modo como nossa sociedade progrediu, precisamos rever os próximos passos, desenvolver novas alternativas e traçar novos planos. O E do ESG vem do inglês “Environmental”, que significa meio ambiente, e fala sobre as ações para mitigar os impactos ambientais. Mas você sabe o que contempla o “Environmental” do ESG?
Primeiro, vamos voltar para a base. ESG é a sigla para Environmental (meio ambiente), Social (social) e Governance (governança), que são indicadores usados no mercado financeiro para ajudar os investidores a entenderem quais empresas estão alinhadas com as metas mundiais de sustentabilidade, como os ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável).
Para entender sobre o que se trata o ESG, confira nosso artigo “O que é ESG e como ele se aplica na prática”. Mas se você já sabe o básico, agora vamos nos aprofundar no Environmental.
O que contempla o Environmental do ESG
“Environmental” é a tradução de “ambiental”, portanto, tudo aquilo que está relacionado com a natureza: água, qualidade do ar, resíduos, desmatamento, entre outros.
Uma empresa que deseja implantar as diretrizes sustentáveis em sua estratégia precisa pensar no impacto que suas operações e produtos geram no meio ambiente, entendendo os pontos fracos que precisam ser desenvolvidos e os pontos fortes que serão mantidos.
Algumas das ações que integram o Environmental do ESG são:
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- Estudo dos impactos ambientais (EIA), desde a instalação do empreendimento, produção, produto final, embalagem e logística.
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- Gestão de resíduos sólidos:
- Utilização de fonte de matéria-prima renovável
- Redução do volume de geração de resíduos sólidos e líquidos.
- Tratamento correto das suas afluentes.
- Reciclagem.
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- Compostagem.
- Logística reversa.
- Gestão de resíduos sólidos:
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- Captação e reaproveitamento de água.
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- Consumo energético:
- Matrizes de energia renovável, como a solar ou biogás.
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- Arquitetura que beneficie a entrada de luz e ar natural.
- Uso consciente da energia.
- Consumo energético:
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- Redução da emissão de gás carbônico:
- Melhorando as matrizes energéticas.
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- Otimizando a logística.
- Compensando CO2, como, por exemplo, na compra de crédito de carbono.
- Redução da emissão de gás carbônico:
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- Produtos e embalagens com materiais mais ecológicos e duráveis.
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- Investimento em estratégias e tecnologia verde.
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- Integração e educação dos grupos de interesse são exemplos.
Lembrando que aqui estamos falando isoladamente dos aspectos ambientais, mas que eles estão integrados com as outras letras do ESG: a Social e de Governança. As estratégias da empresa sempre terão que compor esses três aspectos.
Como implementar o Environmental no ESG da sua empresa
Mesmo que você tenha um pequeno negócio ou uma start-up em desenvolvimento, você pode aplicar o ESG na empresa. Isso, na verdade, é um ponto positivo, porque permite que o negócio já cresça com bases mais sólidas e uma cultura que está olhando para a inovação sustentável.
Não existe um indicador definitivo para a implementação do ESG, existem algumas estratégias que as empresas podem adotar, adaptando-as conforme as necessidades e possibilidades da empresa.
Comecemos pela materialidade, usada na estratégia geral do ESG, onde a organização elabora um processo interno ou com parceiro, a fim de entender quais são seus impactos, onde aplicar seus recursos de forma correta e definir ações.
Para a materialidade e todo o processo de desenvolvimento das estratégias de ESG, é importante entendermos que os dados e soluções não saem do achismo, mas sim de um estudo completo que integra todos os interessados: gestores, colaboradores e sociedade, ou seja, os stakeholders.
Ao entender quais são os impactos da empresa, você pode começar a trabalhar nas estratégias necessárias. As soluções podem se dar por:
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- com o próprio pessoal e tecnologia interna, por exemplo, incentivando a reciclagem dentro da empresa;
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- na contratação da prestação de serviço externo, como uma empresa que faça a coleta seletiva e destinação correta dos resíduos;
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- uma solução conjunta entre a equipe da empresa e prestadores de serviço.
Após a materialidade, você também pode desenvolver um compliance ambiental, que definirá as regras e práticas para que todas as partes da companhia atuem de forma compatível com as metas sustentáveis.
O relatório de sustentabilidade é o produto final dessas ações e é o que mostrará para os investidores, e demais interessados, quais são as ações positivas da empresa. Mas atenção, o relatório deve ser transparente e sincero, por exemplo, além de conter as realizações positivas, é importante dizer quais são os pontos fracos que ainda devem ser trabalhados.
A transparência, inclusive, fala sobre a governança e é uma forma que evita a empresa a cometer greenwashing, por exemplo.
Um ótimo material de consulta para entender mais sobre os indicadores de sustentabilidade é através do GRI (Global Reporting Initiative), uma organização independente que ajuda as empresas a entenderem e divulgarem seus impactos através da facilitação da linguagem e definição de padrões sustentáveis.
Com esses elementos, você já pode começar a desenvolver as metas que contemplam o Environmental do ESG em seu negócio.
Leia também:
Como o ESG e a economia circular impulsionam negócios sustentáveis.
O que é ESG.
ESG: o que contempla o “G” do ESG.



