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Crédito de Reciclagem beneficia a gestão de resíduos

Créditos de Reciclagem

Atualizado em 27/03/2026 às 14:25

Em 2023 o governo federal lançou dois decretos que beneficiam o setor de logística reversa e reciclagem, criando o Crédito de Reciclagem.

O Decreto n.º 11.413, que institui o Crédito de Reciclagem, beneficia a gestão de resíduos ao implementar mecanismos que promovem maior controle, eficiência e incentivos econômicos à logística reversa e à reciclagem.

Enquanto o Decreto n.º 11.414 institui o Programa Diogo de Sant’Ana Pró-Catadoras e Pró-Catadores para a Reciclagem Popular.

Por que criar um crédito de reciclagem

A gestão de resíduos é um grande desafio para a sociedade e o poder público, especialmente em regiões urbanas, onde há a maior concentração de descarte de rejeitos. Os impactos do descarte inadequado desencadeiam:

  • Emissão de gases de efeito estufa, contribuindo para a poluição atmosférica;
  • Degradação do solo devido à contaminação por substâncias nocivas;
  • Comprometimento do lençol freático;
  • Potencial aumento na disseminação de doenças entre pessoas e animais.

Não podemos deixar de citar a perda econômica que ocorre quando há uma má gestão de resíduos que poderiam ser direcionados para reciclagem, compostagem e até mesmo para a geração de energia limpa.

Portanto, a determinação de um decreto, como o n.º 11.413, o Crédito de Reciclagem é fundamental para avançar na implementação de sistemas estruturados de logística reversa, promover a economia circular e fomentar a inclusão socioeconômica dos catadores, fortalecendo a sustentabilidade no país.

Como o Crédito de Reciclagem beneficia a gestão de resíduos

Criação de Certificados de Crédito

O decreto n.º 11.413 institui três certificados, com o objetivo de oferecer meios de rastreamento, comprovação e incentivos financeiros para que as empresas cumpriam suas metas de logística reversa e de reciclagem de resíduos.

  • CCRLR: Comprova a restituição de resíduos recicláveis ao ciclo produtivo, incentivando a destinação correta e o reaproveitamento de materiais;
  • CERE: Estimula investimentos em projetos estruturantes que melhoram a infraestrutura e promovem a inclusão social de catadores;
  • Certificado de Massa Futura: Incentiva investimentos antecipados em sistemas estruturantes para a recuperação futura de resíduos recicláveis.

Estes certificados estimulam as empresas a implementar estratégias baseadas na economia circular e na logística reversa.

Estímulo à Inclusão Social

Um grande ponto positivo deste decreto é priorizar a integração de catadores e cooperativas nos sistemas de logística reversa, promovendo:

  • A formalização e a regularização das organizações de catadores;
  • A transferência de ativos adquiridos por projetos estruturantes para cooperativas e associações;
  • O aumento da renda e a inclusão socioprodutiva dos trabalhadores do setor.

Isso fortalece a cadeia de reciclagem e regulamenta a participação ativa dos catadores, reconhecendo seu papel essencial na gestão de resíduos. 

Fortalecimento da Logística Reversa

O decreto estabelece diretrizes claras para implementar e operacionalizar sistemas de logística reversa, como:

  • A ampliação da infraestrutura (pontos de entrega, unidades de triagem e reciclagem);
  • A colaboração entre empresas e entidades gestoras;
  • A padronização de processos e o uso de tecnologias como o Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir), que melhora a rastreabilidade dos materiais recicláveis.

Com isso, as empresas têm mais clareza e suporte para atingir suas metas de reciclagem e logística reversa, além de serem incentivadas a trabalhar com empresas como a Orizon, que faz a gestão responsável e sustentável dos resíduos.

Economia Circular

A economia circular é um conceito-chave para minimizar os problemas dos resíduos sólidos, por isso, o decreto incentiva:

  • A redução de resíduos na fonte e o aumento da reciclagem;
  • O uso de insumos com menor impacto ambiental e maior reciclabilidade;
  • A produção e o consumo de produtos reciclados.

Isso estimula a transição para uma economia circular, em que os resíduos são reaproveitados como insumos, reduzindo a extração de recursos naturais e os impactos ambientais.

Incentivos Econômicos

Atualmente, as metas de sustentabilidade são primordiais para o desenvolvimento das empresas, a ponto de serem criados fundos de investimento com foco nesses  projetos. Com isso, as companhias  entendem que há cada vez mais benefícios econômicos ao se enquadrarem em leis socioambientais como a de Crédito de Carbono.

A criação de certificados permite que empresas que investem em reciclagem e logística reversa monetizem seus esforços. Ao adquirirem esses certificados, as empresas podem:

  • Demonstrar o cumprimento de metas regulatórias;
  • Valorizar suas ações de sustentabilidade no mercado;
  • Atrair investidores alinhados aos critérios ESG (ambientais, sociais e de governança).

Transparência e Rastreamento

Com a obrigatoriedade de rastrear resíduos por meio do Sinir e de notas fiscais eletrônicas, o decreto garante:

  • Maior transparência nos processos de reciclagem;
  • A integridade das informações sobre massas de resíduos coletadas e recicladas;
  • Auditorías regulares para evitar fraudes.

Trabalhar com empresas como a Orizon, que rastreiam toda a sua operação, assegura que as metas de logística reversa sejam cumpridas de forma confiável.

Benefícios para Municípios

Ao incluir sistemas públicos de coleta seletiva em projetos estruturantes ocorre:

  • Melhora na infraestrutura de gestão de resíduos sólidos em municípios onde ela é inexistente ou precária;
  • Promoção da educação ambiental da população para o descarte correto de resíduos;
  • Criação de empregos para a sociedade local;
  • Melhoria dos problemas de poluição e das doenças decorrentes do descarte inadequado desses resíduos.

Isso fortalece os serviços públicos de limpeza urbana.

O Decreto nº 11.413/2023 é um marco na gestão de resíduos no Brasil. Ele incentiva a economia circular, fortalece a infraestrutura de reciclagem e valoriza a inclusão social. Com mecanismos claros e eficientes, o decreto contribui para o cumprimento das metas da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), promovendo um modelo mais sustentável e inclusivo de gestão de resíduos no país.

  • Na Orizon os resíduos sólidos são vistos como uma grande oportunidade econômica. Descubra como a empresa opera em seus Ecoparques.

 

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