Blog

Lodo vira Fertilizante Orgânico em gestão de resíduos circular

Fertizante orgânico Economia Circular

É possível uma destinação consciente para o esgoto produzido em empresas? Não apenas é possível, como o lodo pode virar um fertilizante orgânico quando corretamente tratado, contribuindo para uma gestão circular de resíduos.

O caminho do lodo

O lodo gerado em estações de tratamento de efluentes (ETE) pode ser destinado a aterros sanitários ou a processos de tratamento específicos. Quando mal gerido, pode representar riscos ambientais como contaminação do solo e das águas subterrâneas.

Por outro lado, tecnologias como a compostagem permitem a valorização desse material, transformando-o em um insumo muito útil, o fertilizante orgânico.

A vantagem dessa técnica é diminuir a pressão de volume nos aterros sanitários, assim como minimizar a emissão de metano e de outros gases de efeito estufa, além de transformar o material, retornando-o para a cadeia como um novo produto, fechando o seu ciclo.

Tudo sobre o fertilizante orgânico por meio do lodo

A produção de fertilizantes orgânicos a partir de lodo de ETE é uma técnica adotada nos Ecoparques da Orizon, empresa de valorização de resíduos, por meio do processo de compostagem aeróbica termofílica, um processo biológico controlado de decomposição de resíduos orgânicos que ocorre na presença de oxigênio (aeróbica) e sob altas temperaturas (fase termofílica), geralmente entre 45 °C e 70 °C.

O material resultante é um insumo agrícola seguro, estável e nutritivo, geralmente composto por teor relevante de matéria orgânica e nutrientes essenciais às plantas (Aproximadamente: matéria orgânica ~40%, nitrogênio ~2%, fósforo 3~% e potássio ~0,5%) e pode ser utilizado em diferentes aplicações agrícolas, conforme critérios técnicos e legais (comercial e doméstica), na recuperação de áreas degradadas e paisagismo, ou ainda ser base para outros tipos de fertilizantes como, por exemplo, organominerais, e substratos.

No Brasil, essa solução depende da Resolução CONAMA 375/2006 e de normas estaduais, que estabelecem limites para contaminantes e exigem monitoramento rigoroso, para:

  • validar se há matéria orgânica e nutrientes, garantindo a qualidade do fertilizante ao final do processo;
  • certificar os limites de metais pesados que invalidem o uso como fertilizantes em solos.

O fertilizante orgânico, advindo do lodo de ETEs, pode ser comercializado após ter o registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), de modo a assegurar sua conformidade e legitimidade.

Apesar de o material resultante estar dentro dos limites estabelecidos pela legislação, seu uso deve seguir orientações técnicas adequadas, com base na análise prévia do solo, como qualquer insumo agrícola responsável.

Os benefícios do fertilizante orgânico

Os principais benefícios ambientais do fertilizante orgânico por lodo são:

  • redução do descarte de resíduos orgânicos em aterros, evitando emissões de metano e promovendo a valorização da matéria orgânica em um ciclo de economia circular;
  • ao retornar ao solo como fertilizante, esses resíduos contribuem para regeneração da fertilidade, melhora da estrutura física do solo e aumento da retenção de água, reduzindo a necessidade de insumos químicos;
  • garante que o fertilizante não represente riscos ao solo ou aos lençóis freáticos –o produto final passa por um processo termofílico de compostagem, que elimina agentes patogênicos e estabiliza os compostos orgânicos.

Inovação na produção de fertilizantes orgânicos

A Orizon se destaca por sua abordagem integrada na valorização de resíduos orgânicos, combinando tecnologia, circularidade e múltiplas rotas de reaproveitamento de resíduos domiciliares e industriais.

Na empresa, os lodos de Estações de Tratamento de Efluentes e resíduos de poda passam por compostagem aeróbica termofílica, gerando fertilizante orgânico de alta qualidade, que pode ser usado em agricultura convencional e regenerativa, reflorestamento e recuperação de áreas degradadas, paisagismo urbano e áreas verdes públicas.

Além da produção de fertilizantes orgânicos, a Orizon trabalha com a valorização de resíduos orgânicos mistos, como os de origem domiciliar ou da indústria alimentícia, direcionados para os ecoparques, onde são transformados em biogás e energia, otimizando o potencial energético da fração orgânica.

Essa estratégia de múltiplos aproveitamentos torna o modelo mais resiliente, eficiente e sustentável em comparação com soluções convencionais de disposição de resíduos.

compartilhe
Share on twitter
Share on linkedin
Share on facebook
Share on whatsapp

Notícias Relacionadas